No século XIX, iniciou-se um movimento internacional de criação de um Estado para o povo judeu - disperso pelo mundo - o movimento sionista. Através desse movimento, e com o financiamento de organizações judaicas, inúmeros fluxos migratórios foram em direção à Palestina (“retorno à Pátria”).
Durante a Primeira Guerra (1914 - 1918), a Palestina, até então controlada pelo Império Turco-Otomano, passa ao controle britânico. Antes mesmo de acabar o conflito mundial, em 1917, o secretário dos Negócios Estrangeiros de Londres, Lord Balfour, proclama a sua declaração - anuncia a intenção de criar um “lar nacional” para o povo judeu na Palestina, já que, em 1914, cerca de cem mil judeus imigrados, trabalhavam em colônias agrícolas na região.
Porém, somente após a Segunda Guerra (1939-1945), com o declínio inglês somado à indignação internacional frente aos horrores sofridos pelos judeus na Alemanha nazista, a Declaração de Balfour foi reestudada.
Em 1947, com os votos soviéticos e norte-americanos, a ONU aprova a partilha da Palestina: um Estado com o nome de Palestina, com onze mil e quinhentos quilômetros, dividido em dois: para os árabes palestinos (cerca de um milhão); e outro com o nome de Israel, com catorze mil quilômetros, para os judeus (cerca de setecentos mil).
Apesar de aprovado, o mapa da partilha nunca foi concretizado. Quando os ingleses, até então controladores da terra, foram embora (1948), como previa o acordo, no lugar da configuração da partilha, explode a primeira guerra árabe-israelense, que ficou conhecida como Guerra de Independência de Israel (1948-1949).
Essa guerra opôs os países árabes vizinhos da Palestina (Liga Árabe) - Egito, Iraque, Jordânia, Líbano e Síria - descontentes com a criação, pela ONU, de um Estado completamente diferente da cultura árabe, bem no meio do Oriente Médio, e o Estado de Israel.
Os únicos que saíram perdendo com a guerra foram os palestinos, que perderam completamente o território para Israel (as milícias israelenses aumentaram 50% o território concedido ao povo judeu, com a total ocupação da Galiléia - norte) e para os árabes vizinhos (a Jordânia ocupou a Cisjordânia - lado ocidental do Rio Jordão - e o Egito ocupou a Faixa de Gaza).
Quando, em 1947, a ONU aprovou a partilha da Palestina, a cidade de Jerusalém, localizada no interior da Cisjordânia, sagrada para judeus, cristãos e muçulmanos, ficaria como patrimônio internacional. Com o conflito de 1948-1949, a cidade foi dividida: a parte oriental ficou sob administração jordaniana e a parte ocidental sob administração israelense.
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